Diagnóstico - Parte 2 - A importância do juízo comparativo como parâmetro de valoração

By | março 21, 2019 Leave a Comment



Há uma crença comum no meio dos concursos de que a pessoa só compete com ela mesma, de modo que bastaria vencer certas barreiras pessoais para obter a aprovação. De fato, em certos concursos, as vagas divulgadas no edital não são preenchidas. Se, POR UM LADO, essa ideia pode servir para o firmamento do louvável desejo de evolução pessoal, pode, POR OUTRO LADO, criar uma forma SOLIPSISTA de estudo, ou seja, um método que ignora a existência de outras pessoas, o que torna praticamente impossível a realização de um diagnóstico útil.


Um exemplo pode ajudar. Almejando uma “boa saúde”, uma pessoa pode buscar se alimentar melhor e fazer exercícios. Periodicamente, realiza exames, que fornecem dados. Esses dados precisam ser interpretados. O profissional que dá sentido a esses dados pode dizer, por ex., que o percentual de gordura é adequado para uma vida longeva. O parâmetro de comparação desse profissional provavelmente é o patamar desejável de gordura, de acordo com pesquisas prévias, para ter uma vida longa. Por outro lado, caso o parâmetro seja ser atleta profissional, o mesmo dado – percentual de gordura – sofre com o juízo de desvalor, isto é, de inadequação para o fim almejado. E o sentido de “atleta profissional” não é estático: pode ser local (competições menores) ou mundial (nível olímpico). O que quero dizer é que o PARÂMETRO é condição NECESSÁRIA da valoração, sem o qual os dados, por si só, não fazem sentido. Não existe a “boa saúde em si” ou, nos concursos, o “bom rendimento em si”.

Em suma, o DIAGNÓSTICO de desempenho envolve a captação de DADOS para ulterior VALORAÇÃO a partir de PARÂMETROS. Os parâmetros são construídos com base na análise do “juízo comparativo” (o comportamento de outros players). Com o resultado dessa interpretação, há elementos para a escolha de uma REAÇÃO (no exemplo do atleta profissional, poderia ser a mudança na alimentação ou exercícios).

Nesse panorama, a consciência da relevância do JUÍZO COMPARATIVO me parece ser, após a noção de ponto cego, a segunda premissa relevante para, nos próximos posts, fornecer insights a respeito da colheita de DADOS, formulação de PARÂMETROS, obtenção de RESULTADOS e escolha de REAÇÕES.
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