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Na guerra de Troia, a advertência de Nestor, velho e sábio conselheiro, a Agamenon, chefe supremo dos gregos, representa um aspecto relevant...


Na guerra de Troia, a advertência de Nestor, velho e sábio conselheiro, a Agamenon, chefe supremo dos gregos, representa um aspecto relevante de um orador virtuoso: sendo ponderado (phrónesis) e, portanto, apto a cativar (ethos), tanto toma decisões sábias com os dados que possui, sem covardia ou temeridade, como admite mudar a posição eleita, se outra melhor parecer-lhe, seja por raciocínio próprio, seja a partir de provocações alheias. Espera-se de um líder a escuta ativa.


Utilizando tal lição na prova oral, a conduta de mudar de posição tão somente pelo fato de alguém provocar não é ponderada; mudar, sim, porque considerou que há rota melhor do que a anterior. Afinal, a vaidade de manter-se sempre na mesma posição não é boa conselheira: há momentos de avançar; e há momentos de recuar. Nas guerras, na vida e na retórica.

Em contextos nos quais se espera uma comunicação técnica, tal como na prova oral, a hipérbole é um recurso inadequado. Apaixonada demais, so...


Em contextos nos quais se espera uma comunicação técnica, tal como na prova oral, a hipérbole é um recurso inadequado. Apaixonada demais, soa poética. Tanto é assim que, na redação científica, tende a ser evitada.

 

É diferente de uma prova de tribuna/juri, ocasião em que, para além do "instruir", afere-se a capacidade do orador de "comover".