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Na prova oral, pode ajudar muito a seletividade ao argumentar, sobretudo em espaços curtos (examinador que interrompe muito, por ex.).  No e...


Na prova oral, pode ajudar muito a seletividade ao argumentar, sobretudo em espaços curtos (examinador que interrompe muito, por ex.). 


No excerto acima, Quintiliano reforça a importância de não diminuirmos o importante e aumentarmos o frágil. 


🚀 Na prova, a seletividade se dá (i) com a eleição de argumentos mais fortes (se examinador corta muito e não tenho muito espaço para além do indagado, por que deixaria de falar da ratio decidendi do tema perguntado para, em seu lugar, falar da história do instituto?) e (ii) com a refutação daquele argumento que não dominamos bem e que pode atrair ataques em cada imprecisão (se examinador é expert numa área, por que levaria o tema para a área em que a capacidade de censura rápida e espontânea dele é bem maior ao invés de levar para uma área que ele domina um pouco menos?).

É muito comum a utilização da expressão "ainda há juízes em Berlim!" com a associação ao período da Segunda Guerra. No entanto, a ...


É muito comum a utilização da expressão "ainda há juízes em Berlim!" com a associação ao período da Segunda Guerra. No entanto, a expressão é um pouco mais antiga. 


🚀 Em 1745, na Prússia, o rei Frederico II, ao olhar pelas janelas de seu recém-construído palácio de verão, constatou que um velho moinho lhe atrapalhava a visão da paisagem. Orientado por seus ministros, o rei ordenou que o destruíssem. O proprietário respondeu não pretender demolir o seu moinho, mesmo que o soberano afirmasse que, com sua autoridade, poderia confiscar sua fazenda, sem indenização. Com muita tranquilidade, o moleiro asseverou sua crença na justiça: "Vossa Alteza é que não entendeu: ainda há juízes em Berlim!"

Se, como nos trechos citados, a arrogância é um vício, por ser um excesso de confiança, de outro lado, a escassez da confiança também o é: o...



Se, como nos trechos citados, a arrogância é um vício, por ser um excesso de confiança, de outro lado, a escassez da confiança também o é: o rebaixamento de espírito ("fala para dentro"). Entre a temeridade e a covardia há a coragem. 


Diz Quintiliano: "o debate não é algo para espíritos abatidos e de aparência humilde além da medida; geralmente encobre aquilo que se denomina honradez e que afinal é fraqueza". 


🚀 Na prova oral, devemos buscar o ponto ótimo, isto é, a virtude: humilde sem ser arrogante e sem se apequenar. A presença de palco, assim, valorizará a mensagem transmitida. O espírito corajoso cativa e, portanto, tem maior poder persuasivo.