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 Melhorando a comunicação, você aumenta as chances de construir uma rede de apoio mais efetiva para os seus estudos.  1) Saiba escutar – U...




 Melhorando a comunicação, você aumenta as chances de construir uma rede de apoio mais efetiva para os seus estudos. 

1) Saiba escutar – Um bom ouvinte pratica a escuta ativa. Essa é uma escuta com mais atenção e mais receptividade, sem fazer julgamentos, sem juízo valorativo. Nem bom, nem ruim... apenas escute a mensagem que a pessoa está transmitindo 

2) Explique suas intenções- Quando você não é claro sobre o que deseja, gera riscos de ser mal interpretado. Tente ser o mais claro possível.

3) Expresse o que te incomoda -  Lembre-se que ninguém tem bola de cristal, ninguém é obrigado a adivinhar seus sentimentos. Então, de maneira assertiva e de forma tranquila, não violenta, sem postura acusatória, informe o seu incômodo, desagrado ou desgosto.  

4) Substitua a reclamação e acusações por pedidos – Ao invés de reclamar da forma como o outro age com você proponha mudanças efetivas.  Exemplo: Em vez de “Que coisa chata, odeio quando você marca eventos para irmos, sem me avisar antes. Assim você atrapalha meus estudos” substitua por: “ Eu me sinto melhor quando você combina comigo antes de programar atividades com nossos amigos, assim eu posso organizar e adaptar meu cronograma de estudos, e aproveitar o evento sem me sentir mal” 

5) Se tiver dúvida pergunte- Crie o hábito de perguntar o que não ficou claro, ao invés de fazer suposições. Achar que sabe o que a outra pessoa está pensando sem ter provas suficientes disso é um erro cognitivo chamado “leitura da mente”.

Se você tiver dificuldade de construir diálogos assertivos nas relações interpessoais, um psicólogo pode te ajudar. 

Beijos Juliana Amaral – Psicóloga  @julianaamaralpsi

Trago hoje a trajetória de Lídia Cândido, aprovada para Juíza do TJMS e que tomará posse amanha! As idas e vindas da jornada de Lídia, como ...


Trago hoje a trajetória de Lídia Cândido, aprovada para Juíza do TJMS e que tomará posse amanha! As idas e vindas da jornada de Lídia, como em um "jogo de videogame", revelam a tônica de muitos concurseiros: após a reta final tudo passa a fazer sentido (das reprovações às experiências). E, nos concursos, algo que nos desafia psicologicamente é a inexistência de "direito adquirido": mesmo após passar em várias objetivas, é comum ocorrer o que se verificou com a Lídia, isto é, a objetiva voltou a ser um óbice aparentemente intransponível. Como bem pontuou a Lídia, "...faria tudo de novo, com as mesmas frustrações, no mesmo tempo, não mudaria nada, porque tudo fez sentido.  E se isso parecer 'clichê', espere até acontecer com você." Parabéns, Lídia! E agradeço pelos elogios! Muitas felicidades na nova carreira! 

“Não perca seu sonho de vista”.

Não poderia deixar de iniciar dizendo que sempre estive aí me inspirando com os depoimentos que li. Mas agora estou aqui.

Sou Lídia Cândido, natural de Natal/RN, tenho 34 anos e sou servidora efetiva do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Minha trajetória com provas e concursos começou ainda na faculdade. Sempre fiz seleções para conseguir os estágios e, por motivos pessoais, precisei correr atrás. Passei no concurso para servidor do TJPE, mas só fui chamada no último semestre - final de 2009, quando mais precisava. No trabalho, algumas situações foram inspirações e me fizeram acreditar que poderia ir além. Decidi ser magistrada.

E diferente de algumas pessoas que esperam estudar alguns anos para começar a fazer provas, eu comecei fazendo provas, porque precisava perceber que não era um “bicho de 7 cabeças”, mas que era preciso estudar muito, só não imaginava o que me esperava.

Em 2013 voltei realmente a estudar e conciliar com o trabalho, mas não conseguia passar da fase objetiva. Parecia impossível ver meu nome naquelas listas do fórum do CorreioWeb (sim, sou desse tempo!). Eu achava “o máximo” quem passava para a segunda fase, tinha muito orgulho dos amigos que conseguiam e pensava que eles sabiam tudo, mas que eu ainda estaria longe disso.

Naquele ano fiz amizades que trago até hoje. Uma delas, em 2015, virou minha chave na aprovação da 1ª fase, mostrando que, além do estudo profundo de doutrina e jurisprudência que eu fazia (principalmente para o trabalho), precisava ter estratégias para avançar naquela fase. Depois daquele choque de realidade, ajustei meu estudo com inúmeras resoluções de questões, lei seca, súmulas “até dizer chega”, atualizações legislativas e ver alguns assuntos de forma mais objetiva.

Passei na 1ª fase do TJRR, que felicidade! Fiquei emocionada quando vi meu nome no Dje, parecia um sonho. Ao mesmo tempo, me senti uma fraude, porque eu não sabia tudo e estava na segunda fase. Então, corri atrás das matérias/assuntos que tinha mais dificuldade.

Poucas semanas antes da minha primeira segunda fase, fiz a 1 fase do TJSC e passei. Logo após, o TJAL, passei novamente. Eu não acreditava que agora eu estava em 3 segundas fases, o sonho era real. Lembro que uma pessoa me disse “Você está em 3 segundas fases, claro que alguma vai dar certo, não é possível que não dê!”. E claro que era possível: reprovei nas 3.

No TJRR, passei nas discursivas, mas o espelho da sentença cível foi uma decepção. No TJAL realmente não fiz uma prova suficiente para aprovação nas discursivas, tinha negligenciado o estudo de humanística. No TJSC também não consegui avançar nas discursivas, apesar de ter ficado tão perto. Assim, o ano de 2016 se aproximava e eu já não tinha mais “nada”.

Agora teria que voltar ao início. É como em jogo de videogame que não “salva seu progresso”, quando você “morre” vai imediatamente para fase inicial. Era 2016 e eu retornava às fases objetivas, dessa vez do TJDFT, TJRJ, TJAM e TJRS. No TJRJ e TJRS, reprovei. No TJDFT quase deu, mas foi o TJAM que me surpreendeu. Passei bem, fui para a 2ª fase e resolvi fazer o que até então não tinha feito: procurar um curso específico, treinar muito e fazer a minha parte.

Fui aprovada nas discursivas do TJAM e estava bem classificada. Lembro que vi o padrão de resposta esperada e a expectativa cresceu. Resultado: 9.35 na sentença criminal, nem eu acreditava, mas na sentença cível foi 5.85, reprovada. Vi minha correção e me senti frustrada, não havia pontuado o que tinha escrito e isso fazia toda a diferença na minha condição de “reprovada x aprovada”.

Aquele sentimento de frustração tomou conta de mim. Passei o ano de 2017 sem me dedicar (não façam isso), mas em 2018 resolvi retomar. Retomei os estudos, mas reprovei no TJCE, TJMG, TJMT e TJSP. Surgiu então um medo: “Será que nunca mais vou passar nas objetivas?”.

Fiz uma análise, reajustei alguns pontos e insisti. Em 2019, fiz TJAC, deu certo. Fui para o TJSC no mesmo mês, mas outra banca, deu certo também. Senti que era uma resposta de Deus dizendo “Não desista!”. Tive que optar, porque ambas as provas de segunda fase seriam no mesmo dia (o concurseiro não tem um dia de paz) e fui para o TJSC. Apesar da dificuldade da prova, sai feliz de lá, porém, o 5 “e pouco” reapareceu e fiquei novamente no “quase”.

Ainda em 2019 fiz TJPA, a prova foi anulada. Uma semana antes da data remarcada, teve o TJRJ. Fui para ambos, embora focando na objetiva do TJPA, sem grandes pretensões, passei nos dois. Senti que estava “concorrendo” de novo, tinha que continuar.

Uma semana antes da segunda fase do TJPA, teve a objetiva do TJMS. Alguns até me questionaram “Você vai para o TJMS? É uma semana antes da segunda fase do Pará, tem certeza?”. Sim, eu tinha certeza! Dica: não perca as oportunidades!

Era o início da minha trajetória mais surpreendente. Na primeira fase do TJMS sai da prova pensando que não iria passar. Na mesma semana, fui para o Pará. Fiz as discursivas, sai muito satisfeita com as questões e sentenças. Aquela expectativa do TJAM de 2016 tinha voltado com tudo. “Será essa a minha prova?”, eu pensei. E na volta para casa, entrando no avião, um grande amigo me disse “Lídia, chegou a nossa vez.”.

Mas não, não era e não foi. Reprovei nas discursivas do TJPA e fiquei extremamente triste com a correção, que decepção. Recorri, mas não consegui. Cheguei a me questionar se estaria insistindo em algo que não era para mim. Estava cansada.

No entanto, a pandemia chegou e reforçou que a tristeza da reprovação era nada diante de outra situação. A vida sempre foi muito mais que aquilo e eu tinha motivos para agradecer.

Sabe aquela prova do TJMS que eu achava que não ia dar? Passei! Estava na segunda fase, que logo foi retomada. Discursivas corrigidas, resultado positivo, chorei dizendo “Obrigada meu Deus, eu precisava disso.”. Eu precisava saber que ainda era capaz de ultrapassar a discursiva. E agora? E aquela sentença cível nunca vista em provas? Uma coisa de cada vez.

Sentenças divulgadas, estava lá meu nome ao vivo no YouTube, uma imagem trêmula da nota e eu não conseguia acreditar: estava na prova oral! Aquela oral que só ouvia falar, que parecia tão distante, mas eu estava lá.

Nessa hora confesso que é um mix de alegria “Estou na prova oral!!!” com espanto “E agora? Estou na prova oral!!!!”. Não pensei duas vezes: no mesmo dia mandei uma mensagem para o Instagram do Prof. Júlio César pedindo vaga, estava disposta a fazer tudo que estivesse ao meu alcance e o tempo era curto. Sai do curso muito segura com a sensação que poderia responder qualquer pergunta com as técnicas repassadas pelo Prof. Júlio. Ele mostra que você pode ser você mesma, mas lapidada. O prof. ainda me ajudou com suas dicas valiosas na véspera da minha prova de tanto que eu perguntava.

Para a prova oral, descobri uma preparação em que o conteúdo jurídico é “apenas” um detalhe. Essa fase requer uma dedicação completa, como nunca imaginei. É uma soma de estudar muito, desenvolver boa oratória, raciocínio jurídico rápido e equilíbrio emocional para permanecer firme e segura diante dos imprevistos. Ou seja, quando você pensa que está terminando, está apenas começando.

Fiz ainda outros 2 ótimos cursos com simulados semanais e treinava com amigos que fiz nessa fase do concurso, um deles, inclusive, treinou comigo até um dia antes do meu sorteio das 24h, mesmo muito esgotado. Para cada treino, um crescimento. Depois dessa experiência da oral, tive uma sensação de enorme evolução: entrei uma pessoa e saí outra, com muito mais aprendizado, sobretudo, de vida.

No último mês quase cheguei à exaustão, trabalhando e estudando, em um curto e intenso espaço de tempo, fiz tudo o que podia. E mesmo que o estudo seja uma atividade solitária, ninguém chega até aqui sozinha. Nosso sonho passa a ser o sonho da nossa família, do namorado/companheiro/marido e dos nossos verdadeiros amigos. Eles sofrem com a nossa reprovação e torcem pela superação. Minha mãe sempre dizia “Filha, Deus não está dormindo.”. Ela tinha razão.

Hoje vejo que todas as reprovações me trouxerem até aqui e ensinaram que eu precisava mudar, ajustar, melhorar ou simplesmente continuar e esperar.

Durante esse tempo também que sorri, gargalhei, me diverti, conheci o Brasil quase todo, fiz verdadeiros amigos pelo caminho, fui ajudada e pude ajudar. Na vida, seja generosa com os outros e com você. E, como diz uma grande amiga: seja feliz na busca.

Ao longo desses inúmeros anos, vi muitos amigos passando, tomando posse, indo para prova oral e eu ainda nas objetivas e discursivas. Aprendi que todos temos o nosso tempo. Quando tiver que dar certo, até o que for para atrapalhar, vai ajudar. Até aquele concurso que você fez e ficou chateada porque nunca foi chamada servirá como título para melhorar sua nota final e te colocar no pequeno número de vagas previstas no edital.

Portanto, não se intimide com a quantidade de inscritos, com aquela multidão nos locais de prova ou com elevado número de concursos que já fez, nem compare seu tempo com o de alguém. Inspire-se com a trajetória dos outros, mas a sua será única.  

Ninguém tem a vida perfeita, todos enfrentamos percalços que só Deus e nós sabemos, seja no aspecto pessoal, profissional ou financeiro, mas continue estudando. No ritmo que a situação permitir, faça o seu melhor.

Não desista e siga, enfrente!

No fim, quando o momento que Deus reservou para você chegar e te encontrar estudando e se dedicando, não tem como não chorar de gratidão com a aprovação, de alívio com a nomeação e dizer que...

...Faria tudo de novo, com as mesmas frustrações, no mesmo tempo, não mudaria nada, porque tudo fez sentido.

E se isso parecer “clichê”, espere até acontecer com você.

“Àquele que é poderoso para fazer infinitamente além daquilo que pedimos ou pensamos, seja toda honra e toda Gloria.”. Efésios 3:20.

 


 

A luta para vencer uma ideia costuma se dar, empiricamente, de algumas formas conhecidas, como a persuasão, o engodo, a força da autoridade ...


A luta para vencer uma ideia costuma se dar, empiricamente, de algumas formas conhecidas, como a persuasão, o engodo, a força da autoridade e a ameaça de violência. E a eloquência, irmã da persuasão, a depender do contexto, tem maior ou menor - até nenhum - relevo.