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Trajetória nos concursos - Por Davi Pirajá

By | setembro 04, 2020 2 comments

    

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Trago hoje a trajetória de Davi Pirajá, promotor do MPMG (concurso encerrado em 2020) e ex assessor de Ministro do STF, na qual ele aborda bem a relação entre os estudos para concursos e a ideia de recomeço. O recomeço ante a frustração, ante o resultado indesejado. Como bem pontuou Davi, "creio que nos concursos, assim como na vida, há perdas que estão fora da nossa zona de controle (nem sempre passa o mais preparado). O que nos é confiado é a reação após a queda. Quando Paulo, em Filipenses 4:13, diz 'tudo posso naquele que me fortalece', não está declarando que tudo pode alcançar ou fazer, mas que tudo pode suportar em Deus. Acredito que, quando nosso coração está no lugar certo, os tombos não servem para nos fazer abandonar a caminhada, mas para forjar novos começos. Essa é a glória que se oportuniza a cada derrota: o recomeço"! Parabéns, Davi! Aproveito para recomendar o perfil do @davi.piraja, no qual ele tem postado muitas dicas de conteúdo e de aprofundamentos! Vale a pena acompanhar o material de qualidade que ele tem produzido e difundido gratuitamente! 


A derrota também tem sua glória

Uma das mais importantes lições que aprendi na minha trajetória nos concursos públicos é que a derrota também tem sua glória. Comemore as aprovações, enalteça os começos, mas não se esqueça da importância das reprovações, nelas estão as maiores oportunidades de crescimento. 

Antes da aprovação no LVII concurso do Ministério Público de Minas Gerais, tive diversas “derrotas”. Como muitos, ouvia sobre as várias possíveis estratégias de estudos e tinha sérias dúvidas sobre qual seria a ideal para o meu contexto (se é que isso existe). Minha rotina de trabalho era intensa. Como assessor de Ministro do STF desde 2017, não era incomum sair do Tribunal depois de meia-noite. Isso me exigia a constante otimização do meu tempo de estudo (5h/dia na semana e 7h/dia nos fins de semana era o meu ideal). 

Foi após a reprovação em uma 1ª fase, procurando identificar minhas falhas, que desenvolvi uma forma de estudo mais sólida para o meu momento (inclusive, o perfil do Júlio no IG me ajudou muito). Resumia-se à leitura e concomitante elaboração do meu caderno de “lei seca”, no qual fazia anotações jurisprudenciais (auxílio do DOD) e doutrinárias (tanto livros quanto vídeo aulas, dependendo da matéria) ao lado dos artigos, para resumir em um único documento informações principais. Além da leitura (e simultânea elaboração) do meu caderno de lei “comentada”, fazia 1 simulado por semana e acompanhava os informativos semanais aos domingos.

Essa maneira de estudar (longe de ser a única ou a “mais correta”) me deixou bastante seguro para etapas objetivas, mas minhas reprovações em segundas fases (DPEMG e MPGO, p. ex.) persistiam, fazendo-me perceber certo “déficit” doutrinário. Tive que me reinventar novamente diante das reprovações. Para suprir a lacuna doutrinária, acabei elaborando um breve resumo (menos de 400 fls.) sobre temas que considerava mais importantes e que não cabiam (de forma satisfatória) no meu caderno de lei seca. Não cheguei a finalizar o resumo, mas acredito que ele me ajudou bastante, inclusive para a prova oral do concurso do MPMG, no qual, felizmente, fui aprovado.

Creio que nos concursos, assim como na vida, há perdas que estão fora da nossa zona de controle (nem sempre passa o mais preparado). O que nos é confiado é a reação após a queda. Quando Paulo, em Filipenses 4:13, diz “tudo posso naquele que me fortalece”, não está declarando que tudo pode alcançar ou fazer, mas que tudo pode suportar em Deus. Acredito que, quando nosso coração está no lugar certo, os tombos não servem para nos fazer abandonar a caminhada, mas para forjar novos começos. Essa é a glória que se oportuniza a cada derrota: o recomeço.

PS.: Fui muito ajudado durante o estudo para concursos por bons perfis de conteúdo no IG. O do Júlio, por exemplo, foi fundamental – sempre lia os depoimentos aqui e hoje me sinto muito feliz em poder dar o meu próprio. No intuito de também ajudar, vou dedicar meu perfil no Instagram (@davi.piraja) para tratar sobre temas de direitos coletivos. Fica o convite!

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