Fases do concurso - Prova oral - Parte 2 - A insegurança e a noção de que zebra não derrota leão

By | dezembro 11, 2019 1 comment

Após a aprovação na prova subjetiva, é muito comum o candidato se sentir VULNERÁVEL sob a premissa de que não tem todo o conteúdo necessário, há muitos pontos vulneráveis e não possui tempo disponível para remediá-los. Sucede, todavia, que a chance de, na prova oral, o candidato ser um impostor NÃO encontra respaldo algum em estudos sobre cenários prospectivos.

Isso porque os cenários competitivos REAIS são aqueles em que há players realmente se preparando para obter melhor posição, como no mundo dos concursos públicos. Os sucessivos filtros vão eliminando dos competidores mais vulneráveis aos competitivos. Quem sobrevive até a última etapa já derrotou GIGANTES. E zebra não derrota leão. O aprovado para a prova oral foi, certamente, uma zebra um dia, distante do corte da objetiva. Se está na prova oral, já não é mais uma zebra. Por ex., no TJSP, dos mais de 20 mil inscritos na objetiva e cerca de 1000 da subjetiva, foram pouco mais de 100 para a prova oral. 

Outro exemplo é uma competição esportiva. Os EUA, por ex., sempre disputam o maior número de medalhas de ouro nas Olimpíadas. Têm melhor estrutura, investimento e número de atletas. É altamente improvável que os EUA, na próxima competição, passem a ter desempenho de ZEBRA e o Haiti passe a ser LEÃO!

Adaptando a metáfora, o receio de, no FUTURO, ter desempenho de ZEBRA na prova oral é profundamente IMPROVÁVEL. Tanto é assim que existem técnicas diversas para a análise de CENÁRIOS PROSPECTIVOS ou de PROBABILIDADE, como a Teoria dos Jogos, a Técnica Delphi, o método de Monte Carlo e o Teorema de Bayes, demonstrando que o futuro não é tão caótico como se imagina. 

No meio dos leões, a diferença NÃO é tão grande como, à primeira vista, possa parecer. A síndrome do impostor dialoga com a máxima de que “a grama do vizinho sempre é mais verde” e de que “santo de casa não faz milagre”. A própria diferença entre os candidatos na prova objetiva – que afere precisão de memória – não tende a ser muito grande. Ignorar isso tudo coloca o candidato em posição emocionalmente vulnerável na prova oral, com corpo de leão e mente de zebra.


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